31 de mai de 2014

O Urso da Meia Lua - Os Limites da Raiva e do Perdão - Nosso Encontro de Maio - Parte 1


Chegamos ao Capítulo 12, o ponto culminante de todo o livro!  Devido à riqueza do conteúdo, vamos dividir  o post em duas partes.

Foram quatro horas de trabalho intenso, e seria impossível resumir aqui tudo o que discutimos e experimentamos nas vivências, mas vou tentar dar umas dicas.

Baseado no folclore japonês do século VI, é um Conto de Revelação, que permite um grande salto na consciência. Se você não tem o livro, pode ler o conto aqui.

Do ponto de vista simbólico, todos os personagens são aspectos da personalidade de uma única pessoa, portanto o conto nos ensina as etapas que devemos percorrer para cuidar dos aspectos feridos de nossa alma.


1 - encontrar uma força calma e restauradora dentro de si mesma através do silêncio, do aquietamento, do contato com a natureza ou do contato com alguma pessoa sábia. No conto, esta força é representada pela curandeira.

2 - acolher e amar seus aspectos feridos, o que se traduz em coragem para aceitar o desafio necessário para a cura. No conto, isto é representado pelo amor da mulher ao seu marido ferido na guerra, e a coragem para subir a montanha e encarar o urso.

3 - reconhecer as ilusões, agradecer e deixá-las ir. Perceber quais crenças limitadoras nos acompanharam até aqui e permitir a abertura para uma compreensão mais profunda sobre nós mesmas. No conto, isto é representado pela reverência que  a mulher fazia a tudo, e as árvores afastavam seus galhos para que ela passasse.

4 - dar descanso aos nossos mortos: velhos sentimentos, arrependimentos, possibilidades não vividas…é preciso fazer o luto do que não pudemos realizar e permitirmos o desapegar, para que a vida continue e algo novo possa surgir, e isto exige tempo.  É representado no conto pelos fantasmas dos mortos que não tinham família para sepultá-los, e o gesto da mulher que pára no caminho para orar e dar descanso a cada uma dessas almas, mesmo que atrasasse um pouco sua jornada.

5 - agradar ao grande Self e o reconhecimento do lado selvagem da psique. No conto, isto é representado pelo cuidado e pela estratégia na aproximação ao Urso. Lembrando que o Self tem o polo sagrado e o polo instintivo (representado pelo Urso), e ambos precisam ser honrados.

6 - trazer todo este conhecimento para a vida real. Simbolizado pela curandeira que queima o pelo branco do urso e manda a mulher repetir com o marido tudo o que tinha aprendido nessa jornada.


Todas as vivências foram realizadas com base em práticas de cura ancestrais, fizemos um aquecimento para liberar as tensões e a raiva contida, depois passamos para uma meditação guiada e finalizamos com um ritual de transmutação pelo fogo, no qual pudemos nos libertar de  aspectos limitadores e permitir que a energia  fosse transformada.

Terminamos com uma vivência com arte para a criação de uma imagem que se tornou um talismã para cada uma. 

Lembrando o sentido original dessa palavra: talismã é um objeto que nos lembra de um aprendizado de valor inestimável. 

Mas afinal, onde entram os limites da raiva e do perdão? Você vai ver na segunda parte!



9 comentários:

  1. Cris,
    adorei o post, esperando pelo próximo.
    Que tema fantástico, um beijo.

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  2. A raiva não é de todo ruim, tem seu aspecto positivo quando entendida e usada criativamente e objetivando o perdão. Esse é um belo e poderoso conto! Nos mostra que é preciso que aprendamos a liberar nossa raiva de forma positiva antes que ela se transforme em fúria e acabemos explodindo de forma desastrosa. E eu sei que nesse aspecto ainda tenho muito o que melhorar, pois tenho alguma dificuldade em falar na hora certa, aí vou acumulando e assim acabo vivendo a raiva no seu sentido mais negativo, só causando estragos a minha saúde. Cris minha querida, estava com saudade daqui, de você, enfim, sentindo falta de suas postagens sempre tão motivadoras e cheias de aprendizado. Enviei um e-mail a vc!
    Beijo querida e uma linda semana,
    Denise – dojeitode.blogspot.com

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  3. Sem dúvida, um fascinante estudo,Cris, e também uma grande jornada na procura do auto conhecimento. Fiquei imaginando como adoraria participar desse processo tão profundo e revelador. Deve ser mesmo uma experiência preciosa! Parabéns pelo post e também fico daqui curiosa, aguardando pela continuação da estória.
    Meu abraço carinhoso no teu generoso coração!!!
    Teresa

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  4. Nossa Cris, esses estudos devem ser muito interessantes para nossa alma e mente!
    Tenho um sério problema com o perdão, com o apego a coisas do passado, com a coragem! O perdão porque acho que devemos perdoar mas deve partir da alma e não de um impulso ou da palavra de outro alguém, perdoar sem se sentir a vontade e sem querer, não é perdoar. Apego é uma droga, essa nossa volta sempre a algo bom que aconteceu nos aprisionando a novidades. E coragem, bem, essa tenho tido muita dificuldade, mas estou trabalhando em mim!
    Linda semana e positiva para nós!!
    Muitos beijos
    Cris

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  5. Não vejo a hora da segunda parte, Doutora querida. Sempre aprendo algo novo... Beijos!

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  6. Olá, Cris querida,

    Grata pelo carinho.

    Muito legal essas vivências.

    Acho que nossa vida é uma luta constante, mas, o amor e tão somente o amor nos leva adiante, mantendo acesa a chama da esperança, de sonhos que merecem ser realizados e dias repletos de paz.

    Tenha uma ótima noite,

    beijinhos,

    Lígia e =^.^=

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  7. Bom dia amiga!
    Adorei todos os pontos de vistas simbólicos, como aspectos da personalidade!
    Principalmente os pontos 2 e 4 foram fundamentais para minha reflexão.
    Imagino como essa vivência foi mágica.
    Muito obrigada por compartilhar.
    Um abraço
    Léia

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  8. Oi Cris,
    Olha eu aqui, rssssss
    Como disse no recadinho da parte dois, realmente muito bom!
    bjs

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  9. Que lindo Cris...dá muita vontade de participar de seus encontros, tão enriquecedores para a nossa alma feminina.
    Grata sempre por compartilhar conosco estes momentos de grande sabedoria e reflexão.
    Beijinhos em seu coração lindo.

    Flores e Luz.

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