5 de ago de 2014

Sai Daí, Mulher!


 Um outro título para este post poderia ser : Como sair dos círculos viciosos.  Mas depois de correr com os lobos prefiro essa chamada, porque a intenção é essa: Acorde!

Círculos viciosos são labirintos internos com ar pesado, feitos de conformismo, pensamentos obsessivos, dores estagnadas e desculpas esfarrapadas. Essas prisões  podem ser douradas e glamurosas e as disfarçamos com nomes como proteção, estabilidade…

Toda repetição dá idéia de segurança, mesmo que seja falsa e nociva. Empacamos em relações frustrantes ou falidas, repetimos padrões de comportamento desgastados, insistimos em velhas fórmulas. E o pior é que gastamos um tempo enorme nos convencendo de que estamos fazendo a coisa certa!

Vamos dizendo: “É assim mesmo, é só uma fase, vai passar”, ou então “detesto o que faço, mas o salário compensa”, ou ainda “ele está assim porque está estressado, coitado”


Use a intuição, respeite a pulga atrás da orelha... Fique atenta àquela inquietação sem nome, à sua insônia, às somatizações (por exemplo: alergias, crises de asma, gastrites, enxaquecas). Outra dica importante: preste atenção nos seus devaneios. Para onde vão seus pensamentos quando você se distrai um pouquinho? Fique atenta às suas fantasias, elas podem revelar muita coisa.

Chame para si as suas escolhas, a DR é com você mesma, não terceirize responsabilidades. O outro é o outro e não vai salvá-la e nem tapar seus buracos.


Saia da fila, abra as janelas, mude o canal. Permita-se dizer não, cometa novos erros, tenha novas manias, novas rotinas, mas quebre a corrente negativa. Faça novas perguntas, busque outras respostas.

Não precisa jogar tudo para o alto, apenas pare de andar em círculos e um dia você vai acordar e perceber que pode mudar de direção. Nesse dia você enxergará as saídas que pareciam invisíveis, sentirá uma coragem tranqüila e sem alarde romperá as barreiras que são quase sempre imaginárias.




Trechos de um texto de Hilda Lucas para a extinta revista Lola. Na época ele me ajudou muito.
Estava guardado há anos e o reencontrei, fiquei tão feliz que decidi compartilhar com vocês.
As imagens de “I Love Lucy” são do Pinterest.





15 comentários:

  1. Cris:
    Pois parece que esse texto foi escrito pra mim.
    Tô com essa sensação desagradável de estar dentro de um círculo vicioso.
    Romper padrões e sair da zona de conforto é tarefa árdua.
    Entretanto, o desgaste é menor do que ficar se martirizando com ideias nefastas.
    Bjs.:
    Sil

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  2. Esse texto não poderia ter vindo em momento melhor, obrigada Cris, hoje e sempre pelas pérolas de sabedoria e respeito.
    Um grande abraço.

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  3. Cris!!! Sabe o que tem acontecido comigo??? Muitas sincronicidades... Depois de sonhos onde ando em círculos (um bem recente e perturbador), depois de mandalas sugerindo esse movimento... Seu texto foi o carimbo que eu precisava enfatizando que preciso rever isso... Estou literalmente "correndo atrás do rabo"... Falarei hoje com minha terapeuta ;) Beijos e que Deus e a Deusa continuem abençoando esse lugarzinho mágico e você também!!!

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  4. Oi Cris,
    Adorei o texto. É difícil sair da chamada "zona de conforto", que nem sempre é tão confortável assim, mas é viciante.
    Bjs

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  5. Nos faz um mal enorme!
    Muito bom esse texto Cris, obrigada por compartilhar.
    bjus e um ótimo dia amiga!

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  6. Ai, só você prá falar de algo tão sério e importante e intercalar imagens da LucY - que saudades!!! Lembra dela e da Ethel trabalhando numa linha de montagem (acho que era de chocolates...) e a Lucy vai comendo, se emporcalhando toda... Adorava esse seriado e fiquei muito triste de saber que a realidade da vida dela com o Desi era bem outra... Mas essa coisa de acordar é bem certa mesmo: a gente vai se deixando levar pelo hábito e quando se dá conta tá no caminho errado... Eu assistia um programa no canal E chamado "The Soup", que faz zombaria de programas americanos. De vez em quando eles faziam alguma gozação totalmente descabida, de alguma pessoa que estava aparecendo num reality show do momento - coisa que dava pena, não era pra rir e zombar. Um belo dia eu falei pra mim mesma que o pouco riso que eu obtinha do programa não compensava a revolta do desrespeito ao ser humano que vinha embutido e parei de assistir em definitivo. Esse é um exemplo bem besta, mas dá uma ilustrada. Paulo de Tarso dizia algo meio assim: Tudo posso, mas nem tudo me convém. A gente tem que procurar sempre o que é melhor prá gente, em tudo: alimentação, diversão, relacionamentos. Se mimar, se dar o melhor.

    Beijos, Doutora querida!

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  7. Boa noite, amiga!
    Muito real o texto, faz pensar, fortalecer os propósitos que se coloca na estrada do viver, renova a alma par a outros voos e fortifica a quem anda no compasso antigo e desconfortante de uma rotina indesejada!
    Paz e luz!

    Mariângela

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  8. Cristiane , gostei demais . Fico contente pela partilha .
    Beijos

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  9. Super, ultra, mega importante toque, um badalar sonoro que agita nossos marasmos...meus, com certeza.As infinitas desculpas por nós e para o outro agrilhoam os passos e aprisionam a vida.
    Fantástica partilha, Cris acrescentada das imagens saudosas da Lucy, um seriado emblemático.
    Mil bjos,
    Calu

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  10. Oi Cris,
    Esse texto é muito bom e traduz o meu 2014 até aqui, não terceirizar a culpa, respeitar a pulga atrás da orelha e se permitir cometer novos erros, sou eu!!!
    Bjs

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  11. Maravilhoso, perfeito para mim que estou buscando novas respostas. Acho que quando a gente se dispõe a mudar o universo conspira a nosso favor. bj
    Silvia

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  12. Bem que eu queria poder dizer que detesto o que faço, mas o salário compensa!!!! rsrsrs Faria qualquer coisa por um salário que compense!!!!

    E falando sério, temos que dar o primeiro passo. Ser conformista não ajuda a melhorar a vida.

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  13. Olá Cristiane,
    Que força senti! Mudar, mexer, sacudir, não se acomodar, é sempre bom ouvir isso.
    Beijo

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