3 de dez de 2014

Corpo é Amor - A Questão da Autoestima - Parte 1


autoestima não tem a ver com adaptação social, tem a ver com o auto-reconhecimento de sua própria potência e com um bom funcionamento da vida em você, seja físico, mental ou emocional. E que suas ações possam ir até o mundo e voltar sobre você como forma de aprendizado. Isso propicia autoestima. Autoestima é a completude do ciclo de ação que se efetiva no mundo e volta  sobre si.

O excesso de informação nos mantém em um nível de excitação e medo. Esse mesmo poder que nos informa e nos assusta nos oferece soluções chamadas de  fast forms

Mas estas soluções fáceis imediatamente realimentam a nossa insatisfação e nos colocam novamente nesse lugar de como vou resolver as questões da autoestima, da autogerência, da continuidade dos meus processos, do meu amadurecimento que vai de feto a velha?

Tudo isso solicita adaptações muito finas que não são formas prontas como as que nos são constantemente  oferecidas.

Nas revistas, filmes e TV você encontra receitas para tudo: estilo de vida, consumo, imagem...Todos estes contornos são compráveis, todos têm a ver com a publicidade. Temos manuais para tudo o tempo inteiro. A possibilidade de invenção da própria vida tornou-se muito pequena.

É difícil amadurecer no sentido de encontrar soluções que sejam completamente próprias. Há também a questão da juventude, da eternização da vida, que é pura ilusão.

Para sairmos desta falsa estrutura precisamos construir a vida passo a passo, mas sem usar modelos prontos (que vem de fora) para avaliar o que estamos obtendo ou o que está emergindo em nós. A produção de si mesma acontece em espiral e não é uma coisa linear. Em uma vida há muitas vidas acontecendo, há muitas dimensões.

Vamos parar e refletir um pouquinho: nossos modelos de vida, nossos sonhos, 
são nossos mesmo ou impostos de fora?
Pare, respire e preste atenção.

Para ver a segunda parte, clique aqui




12 comentários:

  1. Como sempre, instigante e bela reflexão por aqui! bjs, tudo de bom,chica

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  2. Olá, Dra. Cristiane!
    Não sei se estou certa ou errada, pois tenho a sensação de que tudo é uma grande onda arrastando todos!
    As mulheres( generalizando) só falam em estar magra, estar jovem e ser gostosas! Acho bacana o cuidado com o corpo, porém existe um exagero que mutila, deprime e aprisiona!
    Admiro e me espelho no que você escreve, ( não que eu seja a joaninha do passo certo ), mas me esforço para não entrar "nessa onda de ilusão"!
    Obrigado por compartilhar !
    Felicidades para você!

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  3. Doutora querida... Eu não lembro daquela história somente no meu aniversário: ela me acompanha pela vida, como uma cicatriz, mas não das doloridas. Sabe nos filmes, quando um guerreiro fica muito mais interessante porque tem uma cicatriz fantástica, obtida numa grande batalha, sinal da sua coragem e troféu da sua sobrevivência? Pois essa é uma das muitas cicatrizes que eu carrego com orgulho na vida - não abro mão delas. A gente não tá neste mundo prá ficar, só estamos de passagem. Algumas pessoas colecionam bolsas e sapatos, elogios, dinheiro no banco, namorados... Eu coleciono superações. Eu sempre me lembro de como eu era, comparo com quem eu sou e me pergunto: "como será que eu ainda vou conseguir ser?"... Eu sou uma pessoa feliz e cada tristeza passada é uma gotinha a mais de limão no meu merengue...

    Não fica passada não - eu não fico! Eu contei essa história prá ajudar as pessoas que lerem, do meu jeito bem simples, a sentirem que tudo na vida passa e que coisas boas fatalmente vão acontecer na vida delas, assim como o dia sucede à noite.

    Mas obrigada por ficar passada - sinal que ficou triste, que sentiu empatia pela história. É assim que a gente se conecta, quando dói na gente o que dói (ou doeu) nos outros. Obrigada mesmo.

    Beijos!

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  4. Rosa querida, eu realmente fiquei triste ao ler sua história mas te admiro ainda mais por saber tudo o que já enfrentou e venceu. Te desejo tudo de bom.
    Bjs

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  5. Sempre por aqui, mas às vezes sem tempo de comentar. Aproveito para agradecer a indicação do filme "Tarja Branca". Lindo e singelo! Muitas lições! Estou assistindo agora um documentário argentino chamado "A Educação está Proibida". Fazendo uma ligação com o seu texto, digo que esse documentário evidencia o quanto o sistema em que vivemos está formatado para a nossa alienação e padronização de comportamento. A questão é que às vezes eu me sinto solitária. A maioria das pessoas não entende quando colocamos ideias desse tipo. Então há duas conseqüências: ou nos afastamos por não termos afinidades ou elas nos afastam. Minha crise atual é essa... Poucas pessoas com quem dividir a busca por uma vida mais íntegra, questionando padrões e com senso crítico dos acontecimentos à nossa volta. Obrigada por todo seu acolhimento! Beijos!

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  6. Oi Carol, fico sempre feliz quando te vejo aqui e mais ainda por saber que está apreciando nossas dicas. Eu também assisti a esse documentário e fiquei bastante mexida, mas acredito que uma mudança de paradigmas está a caminho. Também experimentei esse isolamento no início, quando vemos algo que a maioria não enxerga, me sentia um ET, mas certamente você encontrará algumas pessoas com quem compartilhar essas idéias.
    E nós estaremos sempre aqui para te acolher e incentivar.
    Bjs

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    1. Muito obrigada pelo carinho de sempre, Cris!!! Beijo!!! <3

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  7. Ola Doutora. As vezes sem tempo para parar e comentar, mas sempre seguindo, lendo, e de uma maneira ou de outra tentando incluir algumas coisinhas no dia a dia. Sempre fui radical em manter meu ponto de vista e a seguir, literalmente, minhas crenças. O preço que se paga é alto. Recebi rótulos, julgamentos, pré conceitos. Não vou dizer que passei incólume por tudo. Claro que não. Alguns resquícios estão aqui ainda hoje que levo todas as terças para minha terapia. Mas essa sou Eu e vale a pena ser Eu e, de repente, quem esta perto de mim é porque tem os mesmos interesses e objetivos. Acredito que cada um tem o seu tempo e todos, indistintamente, caminhamos, para a felicidade. Um abraço.

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  8. Tudo a ver com o que mais tá aparecendo na mídia hoje: o abuso do culto ao corpo (como se fôssemos só isso...), a supervalorização da imagem... Será mesmo certo considerar o corpo como capital? Porque se for o único, tem um prazo de validade tão curto... Auto estima tem que passar primeiro pela saúde e corpo é, acima de tudo, instrumento - que tem que funcionar direitinho. E então vem os investimentos: aprender, evoluir, ser feliz, fazer alguém feliz.
    Quero mais reflexões, Doutora querida. Beijos!

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  9. Acho, Cristiane, que tudo a meu respeito tem a ver com com parar, respirar e prestar atenção. O comentário que você deixou no meu post tem a ver com isso... não me cobrar, relaxar... Nossa... eu preciso muito disso, mas pareço estar sempre ligada no 220!
    Obrigada pelos sábios conselhos!
    Abraço!

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  10. Dra Cristiane, que matéria ótima, quem a ler vai parar um pouquinho e refletir, pois a vida em meu entender, tem os seus ciclos e é preciso viver bem cada um deles, daí o resultado de tudo!
    Amo ler sobre tudo, mas não sigo tudo, os ditames da moda, os métodos de bem viver em "cartilhas", pois viver é uma experiência própria e não podemos perder nenhuma fase, bem dizes em seu rico texto!
    Amei ler e perceber o quanto é bom e útil esse seu blogue que ajuda muitas pessoas a se sentirem bem, elevando a autoestima!
    Abraços apertados!

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