22 de out. de 2018

O Que Eu Sei Na Medula Dos Meus Ossos - Poema de Clarissa Pinkola Estés


Ela declamou este poema durante uma palestra. A tradução foi feita por mim, pois não está publicado em português. Dedicado a todas as mulheres e especialmente às Lobas:


Não é nossa missão consertar o mundo inteiro de uma vez,
mas nos esforçarmos para reparar a parte do mundo
que está ao nosso alcance.

Qualquer coisa, mesmo sutil ou pequena,
que uma alma possa fazer para ajudar outra alma,
dando assistência a alguma parte deste pobre mundo sofrido,
ajudará imensamente.

O que é necessário para uma mudança dramática
é o acúmulo de ações.
Mais, mais, e mais....continuamente...
Sabemos que não são necessárias todas as pessoas da Terra
para trazer justiça e paz,
Mas apenas um pequeno e determinado grupo
que não desistirá durante a primeira, a segunda ou a centésima tempestade.

Uma das ações mais pacíficas e poderosas para intervir
num mundo tempestuoso é ficar firme e mostrar sua alma.
A alma brilha como ouro em tempos escuros.
A luz da alma atira centelhas, envia labaredas,
manda sinais de fogo e incendeia as outras.

Mostrar a lanterna da alma em tempos sombrios como estes
Ser ao mesmo tempo implacável e misericordiosa,
Ambos são atos de imensa bravura e enorme necessidade.

As almas que lutam recebem luz de outras almas
que estão completamente acesas e dispostas a iluminar o caminho.
Se você conseguir apenas acalmar um tumulto (externo ou interno), 
já será uma das coisas mais poderosas que poderá fazer.

Sempre há momentos em que nos sentimos desencorajadas.
Eu também sinto desespero muitas vezes em minha vida,
mas não lhe ofereço um assento; eu não o entretenho,
Não permito que coma do meu prato.

A razão é simples.
Na medula dos meus ossos eu sei algo que você também sabe:
Que não pode haver desespero quando
você se lembra por que veio para a Terra,
a Quem você serve e Quem te mandou para cá.

As boas palavras que  dizemos
E as boas ações que realizamos não são nossas.
Elas são as palavras e as ações Daquela que nos trouxe aqui.

Clarissa Pinkola Estés


Este poema foi publicado aqui em 2014, trago-o novamente para inspirar a todas nestes tempos turbulentos e especialmente as Lobas que participarão do encontro do Capítulo 5 - A Mulher Esqueleto.

Este poema nunca foi publicado em português, somente aqui. Se for compartilhar, por favor, cite a fonte da tradução. A ética pede que valorizemos o trabalho umas das outras e este é o trabalho de toda uma vida. Sempre valorizei e apoiei o trabalho de todas as mulheres espero que respeitem o meu também.





9 comentários:

  1. OI Cris,
    Amei e copiei o poema. Está guardado nos meus documentos.
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Boa Tardinha, querida amiga!
    "Uma das ações mais pacíficas e poderosas para intervir
    num mundo tempestuoso é ficar firme e mostrar sua alma."
    Adorei estes versos e não tinha visto a primeira publicação, assim que me deleitei e ao coração em cada verso lindo.
    Deus a abençoe muito!
    Bjm fraterno e carinhoso de paz e bem

    ResponderExcluir
  3. Cris, um oásis nesse deserto... Que presente me deu hoje! Muito grata! Essa palestra foi publicada em algum lugar?

    ResponderExcluir
  4. Cristiane , adorei o poema . Agradeço a partilha e a visita carinhosa ao meu espaço . Beijos

    ResponderExcluir
  5. Belíssimo e profundo! Sua generosidade em partilhar conosco esta preciosidade é espetacular,um forte abraço Cris.

    ResponderExcluir
  6. Cris,sou sempre grata ao sagrado que nos une. Não me cansarei nunca de aprender com você. Gratidão,professora amiga.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que alegria estarmos em sintonia neste caminho! Agradeço de coração pelo carinho!
      Grande e carinhoso abraço

      Excluir