18 de jul de 2012

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...


“Uma crisálida (latim: chrysaliis, do grego: χρυσαλλίς = chrysallís, plural: crisálidas), é o estágio de pupa de insetos da ordem lepdóptera. O termo é derivado da coloração metálico-dourada encontrada nas pupas de muitas borboletas (grego: χρυσός (chrysós) significa ouro).”
“O estágio de crisálida em muitas borboletas e o único onde elas pouco se movem ou não o fazem. Entretanto, muitas pupas de borboletas são capazes de mover seus seguimentos abdominais para produzir sons que possam afugentar potenciais predadores. Dentro das crisálidas ocorre o processo de crescimento e diferenciação sexual. As borboletas adultas emergem destas e expandem suas asas para bombear sangue pelas veias. Esta rápida e brusca mudança é chamada metamorfose.” (Wikipédia)
Dias atrás, vi no sítio um momento muito bonito. Uma borboleta saindo do casulo. Não posso negar que não foi fácil acompanhar. É um momento demorado (pra quem está assistindo), delicado. Durante a maior parte do tempo é até difícil de perceber os progressos. Mas eles estão acontecendo. Para quem está de fora, as evoluções são quase imperceptíveis, pois acontecem dentro, mas para a borboleta que as vivencia, acredito que não. Com transformações tão delicadas, parece que quando a borboleta consegue sair do casulo, aquilo aconteceu de repente. Mas para a frágil lagarta, que se esforçou tanto para afugentar predadores ou simplesmente para se manter segura àquela folha, aquilo não aconteceu “de repente”.
Uma lagarta (?!?), se transformar em uma linda borboleta? Como pode? É a natureza, como diria o poeta. E mesmo podendo a natureza promover “milagres” como este, não foi de repente. Ela precisou passar pelo estágio da “crisálida”, seu momento de crise. No qual, a qualquer ameaça de vento forte ela estaria sujeita a ver seu futuro colorido desaparecer no ar.
Ufa! Não foi fácil, mas finalmente ela consegue se livrar do casulo e pouco a pouco suas asas úmidas vão secando, secando, até ela conseguir alçar seu primeiro vôo. Até o galho ao lado. Aprendeu a voar. Agora, já pode ganhar os ares e alegrar os olhos que estiverem abertos para a alegria.
Lindo Momento.
“Será que a borboleta lembra que já foi lagarta?”
“Será que a lagarta sabe que um dia vai voar?” (Palavra Cantada)
Este texto é de autoria da Tatiana do lindo blog Terra da Tati
o link está na lista ao lado 

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