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Esforço ou Abertura? Ensinamento Oculto no Conto A Bela Adormecida


Uma nova forma de caminhar pela vida que nos poupa de sofrimentos desnecessários e traz confiança.

Trecho da aula sobre o conto A Bela Adormecida no Curso Fiando Palha, Tecendo Ouro - o que os contos de fadas ensinam sobre as fases da vida da mulher.



O Recado Oculto em "A Branca de Neve"


Um recado muito importante sobre como nos relacionamos com o tempo e a chegada da maturidade.

Trecho da aula do Curso "A Substância Oculta nos Contos de Fadas e Sonhos"




O Que Significam Casamento e Saída de Personagens nos Contos de Fadas?


Casamentos em contos de fadas não são representações de "final feliz", têm um significado profundo, assim como a saída ou morte de um personagem.

O que isso representa em nossas vidas?

Clique no vídeo para ver!



O Grande Insight no Final de A Branca de Neve


Aquilo que é de real valor pode ser obtido por mérito ou por esforço? Pode ser negociado?
O grande ensinamento alquímico no final de A Branca de Neve.
Trecho da aula do Curso "Contos de Fadas e Sonhos".




Curso Contos de Fadas e Sonhos 2026


Chegou a hora de mergulhar nesta história maravilhosa de Úrsula Le Guin, a  grande mestra da literatura de fantasia, ampliar a compreensão dos significados psicológicos e das belas mensagens desta obra, que nos faz olhar a vida numa nova perspectiva. 

Vamos analisar a estrutura narrativa, os personagens e o entrelaçamento dos acontecimentos numa perspectiva simbólica. 

Viajaremos pelo Reino de TerraMar, acompanhando as aventuras de Ged, o seu encontro com a sabedoria dos dragões e a descoberta do real sentido da magia para nossas vidas.

Traremos também a aplicação prática do conteúdo para o trabalho com sonhos.

O curso será ao vivo on-line pelo Zoom. Com mentorias e mini aulas semanais pelo Whatsapp para orientar a leitura e as atividades práticas. Todas as aulas ficam gravadas para quem perder o encontro ao vivo poder acompanhar e para quem desejar rever o conteúdo.

Iniciaremos o curso dia 19 de fevereiro com as mentorias semanais pelo Whatsapp que são preparatórias para o primeiro encontro ao vivo em março.

Será uma jornada envolvente, alegre e profunda.

Agenda 2026

Março - dia 20
Guerreiros na Névoa
Sombra
A Escola de Feiticeiros

Abril - dia 17
A Libertação da Sombra
O Dragão de Pendor
Caçado

Maio - dia 22
O Vôo do Falcão
Caça
Iffish

Junho - dia 19
O Mar Aberto ´
Posfácio
A Descoberta de TerraMar

Os encontros ao vivo acontecem das 15 às 17:30. 


Inscrição: Alunas do semestre passado - não há taxa
                 Alunas novas: R$ 100,

Mensalidade: Com desconto R$ 295, (até o dia 10 de cada mês)
                      Sem desconto R$ 380, (após o dia 10)
                      As mensalidades vão de março a junho.

Alunas do semestre passado podem confirmar sua inscrição pelo Whatsapp.

Novas alunas: enviar mensagem para circulodosaber@uol.com.br

Será um prazer ter você conosco!











O Círculo dos 99 - Histórias que Curam


Dizem que um rei contratou um bobo da corte muito feliz para alegrá-lo.  Porém, mais do que rir, ele queira saber o que tornava o bobo tão feliz. 
            
Ele consultou os sábios da corte, que concluíram: o bobo era assim porque estava fora do círculo dos 99. Para comprovar sua teoria sugeriram que o rei deixasse na porta do bobo um saco com 99 moedas de ouro e o observasse escondido. 
            
Além disso o monarca deveria deixar o seguinte bilhete: "Estas 100 moedas de ouro são suas. O tesouro é um prêmio por você ser um homem bom e feliz. Desfrute-o e não conte onde o encontrou." 
          
O rei aceitou o desafio. O bobo achou o presente e, sem acreditar no que via, começou a contar as moedas: 97, 98, 99....faltava uma!  Inconformado contou de novo. "Que droga! Como assim ?!?" , perguntava a si mesmo.
            
O rei via que , ao invés de ficar contente por receber as moedas, ele estava com uma expressão angustiada e tensa. O bobo começou a fazer planos de como conseguiria a última moeda, tarefa que iria consumir alguns anos de sua vida e que o manteria insatisfeito e infeliz até realizá-la. 
            
Abismado, o rei presenciava como o menestrel acabava de entrar para o círculo dos 99, e assim iniciava sua vida de homem infeliz. 
          
Ao olhar para o que falta ao invés de desfrutar do que temos, também entramos no círculo dos 99...Que tal mudar o olhar?



Quer uma Maçã? - Conto de Sabedoria


Uma garota segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com um belo sorriso: 

"Você poderia dar uma de suas maçãs para mamãe?"

A menina levantou os olhos para sua mãe e subitamente mordeu uma das maçãs e logo em seguida a outra.

A mãe perdeu o sorriso. Ela tentou não mostrar sua decepção quando sua filha lhe deu uma de suas maçãs mordidas.

A pequena olhou sua mãe com os olhinhos brilhando e disse: 

"Essa é a mais doce."
...

Não importa se você é experiente, competente ou sábia. Retarde sempre o seu julgamento.

Nem tudo é o que parece. Saiba esperar, respire profundamente.

Quantas vezes nos precipitamos, julgamos e condenamos sem dar tempo ou oportunidade para que as coisas se esclareçam?


O Que Há de Melhor Nesta Vida - Lenda Grega


Uma lenda encantadora sobre o sentido da vida. Trecho do Curso "A Substância Oculta nos Contos de Fadas e Sonhos".

Encante-se também....

A Leste do Sol, a Oeste da Lua - Histórias que Curam


Encante-se com este lindo conto do Polo Norte, repleto de sabedoria e inspiração,  que abordamos no Curso "A Substância Oculta nos Contos de Fadas e Sonhos". 


A Mulher que Não Tinha Medo




Encante-se com este belo conto de fadas japonês com uma sabedoria profunda, que usamos na aula prática com Curso "A Substância Oculta nos Contos de Fadas e Sonhos". 



Conto de Sabedoria - A Mulher do Bom Nome


O belo conto que utilizamos na aula prática do Curso "A Substância Oculta nos Contos de Fadas e Sonhos".

A força das narrativas e da ancestralidade; e tantos símbolos e desdobramentos nos exercícios propostos...Uma riqueza!






O Poder de Cura da Imaginação e das HIstórias


Ao contar ou ler uma história que não aconteceu, mas que poderia ter acontecido ou ainda acontecer a alguém que não é uma pessoa real mas poderia ser, abrimos a porta da imaginação. 

E a imaginação é a melhor, talvez a única maneira de saber algo sobre a mente e o coração uns dos outros.

E podemos re-imaginar e re-encantar o mundo; à partir do lugar profundo e escuro, de onde nasce a intuição; o porão das histórias, o saco das estrelas. O feitiço, o sonho, a encruzilhada do nosso despertar.

Continuar a inventar, relembrar e contar as histórias e a criar estratégias para prestar atenção e aprender a ler os sinais que nos permitem imaginar a partir de uma perspectiva decolonial e multiespécies. 

Este é o caminho para elaborar novas narrativas para nossas próprias vidas, onde cabem a cura, a paz e o encantamento do mundo.

Úrsula K. Le Guin
A Bolsa de Ficção


A substância oculta nos contos de fadas


"Talvez nos lembremos de algum trecho da história preferida na infância, de alguma fórmula mágica introdutória, 
de palavras que se repetiam como uma canção 
e que nomeavam tudo aquilo 
de que não seria falado no restante das horas, 
tudo o que não se diria diante das visitas nem à mesa, 
nem na fila do colégio; 
a substância oculta dos contos, 
aquele poder das palavras para dar nome e existência 
a realidades interiores, tantas vezes terríveis e incertas, 
apesar da suposta inocência 
que os adultos costumam atribuir aos tempos de infância.

Os contos nos ajudam a nomear, 
num idioma secreto, num idioma 'outro', 
aqueles mistérios essenciais que nunca conseguimos entender: 
a vida, a morte ...E tudo o que está no meio disso.

Assim o ser humano vai construindo a sua própria casa de palavras, 
através de suas experiências de vida, 
encontrando sentido nesse tecido complexo de relações e de histórias." 

Yolanda Reyes
"A Substância Oculta dos Contos"


Às Vezes Um Deus Selvagem...


Às vezes um deus selvagem chega à mesa.
Ele é estranho e não conhece as artes da porcelana,
Dos talheres, da mostarda e da prata.
Sua voz transforma o vinho em vinagre.

Quando o deus selvagem chegar à porta,
Você provavelmente vai temê-lo.
Ele lembra algo escuro
Com que você talvez tenha sonhado,
Ou o segredo que você não quer compartilhar.

Ele não toca a campainha;
Em vez disso, raspa a porta com os dedos,
Manchando a tinta de sangue,
Embora as prímulas cresçam em círculos ao redor de seus pés.

Você não quer deixá-lo entrar.
Você está muito ocupado.
É tarde, ou cedo, e, além disso,
Você não consegue olhar de frente para ele
Porque ele o faz querer chorar.

Seu cachorro late; 
O deus selvagem sorri.
Estende a mão,
E o cão lambe suas feridas.
Depois o leva para dentro.

O deus selvagem está de pé em sua cozinha.
A hera tomou conta de seu aparador,
O visco se instalou nos abajures, 
E as carriças começaram a cantar
Uma canção antiga no bico de sua chaleira.

“Não tenho muito”, você diz, 
E lhe dá o que há de pior em sua comida.
Ele se senta à mesa, sangrando, 
Tosse raposas.
Há lontras em seus olhos.

Quando sua esposa chama lá de cima,
Você fecha a porta 
E diz que está tudo bem.
Você não vai deixar que ela veja
O estranho hóspede à sua mesa.

O deus selvagem pede whiskey
E você lhe serve um copo,
Depois serve outro para si mesmo.
Três cobras começam a fazer ninho
Em sua laringe. Você tosse.

Ó, espaço infinito!
Ó, mistério eterno!
Ó, infindáveis ciclos de morte e nascimento!
Ó, milagre da vida!
Ó, assombrosa dança disso tudo!

Você tosse novamente,
Cospe as cobras
E dilui o whiskey, 
Enquanto se pergunta como envelheceu tanto
E onde foi sua paixão.

O deus selvagem enfia a mão numa bolsa
Feita de pele de toupeira e rouxinol.
Tira dela uma flauta de bambus,
Ergue uma sobrancelha
E todos os pássaros começam a cantar.

A raposa pula para dentro de seus olhos.
As lontras correm da escuridão.
As cobras se espalham por seu corpo.
Seu cachorro uiva e, no andar de cima,
Sua mulher se alegra e chora ao mesmo tempo.

O deus selvagem dança com seu cachorro.
Você dança com os pardais.
Um veado branco puxa um banco
E muge, entoando hinos para encantamentos.
Um pelicano pula de cadeira em cadeira.

À distância, guerreiros pulam de seus túmulos; 
O ouro antigo cresce como grama nos campos.
Todos sonham com as letras de canções há muito esquecidas.
As colinas ecoam e as pedras cinzentas soam
Com risadas, loucura e dor.

No meio da dança,
A casa se eleva do chão.
As nuvens entram pelas janelas;
O raio atinge a mesa com força
E a lua se inclina para dentro.

O deus selvagem aponta em sua direção.
Você sangra muito.
Você sangra há muito tempo,
Talvez desde que nasceu.
Há um urso na ferida.

“Por que você me deixou morrer?”
Pergunta o deus selvagem e você diz,
“Eu estava ocupado sobrevivendo.
As lojas estavam todas fechadas;
Eu não sabia como. Sinto muito.”

Escute-os:
A raposa em seu pescoço 
E as cobras em seus braços,
A carriça e o pardal
E o veado ...
As grandes bestas inomináveis
Em seu fígado e seus rins e seu coração ...

Há uma sinfonia de uivos.
Uma cacofonia de conflitos.
O deus selvagem balança sua cabeça e
Você acorda no chão
Segurando uma faca,
Uma garrafa e um punhado de pelo preto na mão.

Seu cachorro dorme na mesa.
Sua esposa se agita lá em cima.
Lágrimas lhe correm pela face;
Sua boca dói de rir e gritar.
Um urso negro está sentado junto ao fogo.

Às vezes um deus selvagem chega à mesa.
Ele é estranho e não conhece as artes da porcelana,
Dos talheres, da mostarda e da prata.
Sua voz transforma o vinho em vinagre
E ele traz os mortos de volta à vida.

Autor: Tom Hirons
Tradução: Lourdinha Heredia