27 de mar de 2017

Correndo com Lobos - Capítulo 8 - Sapatinhos Vermelhos - Armadilhas, Arapucas e Iscas Envenenadas

Este foi um encontro para o qual tivemos que nos preparar com bastante antecedência, lendo todo o capítulo e trabalhando os pés com bolinhas e escalda-pés. Pois é um dos contos mais dramáticos do livro, e o grupo precisava estar bem enraizado e preparado para os desafios da jornada.

Um resuminho para quem não conhece a história: uma menina fica obcecada por uns sapatinhos vermelhos que são enfeitiçados, mesmo sabendo disso, a atração é irresistível. Ela tenta usá-los, mas eles grudam em seus pés e a fazem dançar sem parar até que para não morrer de exaustão ela é obrigada a perder os pés.

Cena do balé Os Sapatinhos Vermelhos

O conto fala das armadilhas que levam à perda da alma.

A principal causa de adoecimento psíquico em nossa época é o esquecimento de si, que  é decorrente de duas armadilhas principais:  a velocidade e o vício da perfeição. 
Estes modos de funcionamento nos afastam da vida instintiva, que é o alimento da vida criativa. 

Isso gera uma fome de alma que faz com que a mulher se agarre obsessivamente à primeira coisa que encontra e que lhe dê a ilusão de que a alimenta. Caindo nos extremos com alimentação , vícios, excesso de cuidados com a forma física, excesso de organização e controle, fanatismo religioso, consumo compulsivo, promiscuidade sexual e etc...

Uma situação da qual não consegue sair, afinal, os sapatinhos vermelhos são lindos....
Cena do balé Os Sapatinhos Vermelhos

A única saída para a dança frenética dos sapatinhos enfeitiçados é o Estado de Presença, que nos ancora no amor e permite "sair da Matrix" dos condicionamentos, obsessões e repetições neuróticas.

Existem várias técnicas que possibilitam esse estado como   silenciar, respirar, meditar, trabalhos de consciência corporal ou  trabalhos manuais, ou contemplar a natureza (desde que feitos regularmente...)

Para nosso trabalho de integração psicofísica trabalhamos a consciência da respiração em todas as áreas do tronco, para ampliar a consciência do espaço interno e buscar o estado de presença.

A partir do compartilhamento das experiências vividas no trabalho corporal realizamos nossa  Vivência com Arte através da experiência com o fogo criativo, que resultou nas pinturas lindas que você pode conferir aqui.

A frase da nossa loba querida Daniela (do grupo anterior) expressa bem o sentimento ao final:

"Quem precisa de sapatinhos vermelhos quando se descobre as próprias asas?"

Um grande abraço para todas e no mês que vem tem mais...



6 comentários:

  1. Oi Cris,
    O conto é impressionante. Me lembro de ter lido algo parecido nos livros dos Irmãos Grimm, quando eu era criança. A interpretação é fantástica!
    amei as pinturas.
    Bjs

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  2. Que preciosidades trafegam nas linhas deste artigo-reflexivo, Cris.
    Revelações surpreendentes nos sacodem ao decorrer da leitura; imagino durante a roda de compartilhamentos o quão grandes são as descobertas e os benefícios delas decorrentes.
    Estupendo post. Grata!
    Bjo,
    Calu

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  3. Muy buena entrada. Me ha parecido interesante y también impactante.
    GRACIAS por compartir.
    Siempre es un placer visitarte. FELIZ DÍA
    Un abrazo.

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  4. Olá Cristiane,

    Sempre uma delícia passar por aqui e encontrar algo bom para refletir.
    Beijinhos e boa semana.

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  5. Olá Cristine, boa tarde!
    E como é importante o tema desta postagem. Um carinho para alma.
    Agradeço pela leitura, com uma descrição e interpretação maravilhosas.

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  6. Cris, uhuuu!

    Matilha parabéns pelas belíssimas obras de arte!

    Lembro como fosse hj a frase da Dani. bjs p todas, Ro

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