10 de mar de 2018

Eros e Psique - O Gran Finale!



Parecia que era o final da jornada para Psique...

Mas Zeus, o grande Rei do Olimpo e marido de Hera, já andava meio impaciente com os caprichos de Afrodite e achou que desta vez ela tinha passados dos limites com a pobre princesa.

Então, quando Psique se deparou com o despenhadeiro, surgiu a águia de Zeus; que tirou o jarro de suas mãos e voando muito alto conseguiu pegar um pouco da água do rio  Estige.

Mas Afrodite não se daria por vencida, reservou sua principal armadilha para o final...

Agora, Psique teria que ir até o Reino de Hades (o mundo dos mortos) e trazer um pouco da beleza da Rainha Perséfone. Quem vai até lá não volta, agora se livraria da jovem.

Psique também  não iria desistir...

Quando chegou no início da trilha para o Hades, uma grande torre de pedra a chamou e lhe deu instruções detalhadas para poder ir e voltar viva!

Primeiro deveria ter duas moedas de prata para o barqueiro Caronte, que fazia a travessia do rio das almas.  Uma para pagar a ida e outra para a volta.

Durante a travessia, não poderia estender a mão para ajudar a ninguém, pois não a soltariam e ficaria presa no rio.

Precisava ter um bom petisco para distrair Cérbero, o cão de três cabeças que guarda a porta do Hades. E enquanto estivesse no palácio de Perséfone, não poderia comer nada, senão ficaria lá para sempre.

Ela seguiu direitinho as instruções e conseguiu da Rainha uma caixinha com seu sono de beleza.

Enquanto isso, Zeus foi pessoalmente ao palácio de Afrodite exigir que ela soltasse Eros (que estava preso, lembram?) e parasse de vez com essa vingança sem sentido. 

Além disso, Zeus achava ótimo que Eros se casasse mesmo, porque assim pararia de causar tantas confusões amorosas entre os Deuses.

Psique já estava quase chegando ao palácio de Afrodite, mas achou que depois dessa longa jornada precisava se recompor um pouco para poder reencontrar seu marido. Pegar só um pouquinho dessa beleza não faria mal...

Mas quando abriu a caixinha, caiu num sono de morte! Ela não sabia que o sono de beleza das Deusas era demais para uma mortal.

Eros, assim que conseguiu se libertar, saiu voando veloz à procura da esposa. Ele a encontrou a tempo de despertá-la antes que a morte a levasse.

Zeus veio ao encontro do casal e os abençoou dizendo que poderiam morar no Olimpo.  Deu a Psique um pouco de ambrosia e ela se transformou numa Deusa.

Logo que chegaram ao Olimpo, ela deu à luz a trigêmeos! 

A primeira filha, Volúpia, a Deusa da Virtude e da Alegria de Viver.

O segundo filho, o Deus do Prazer. 

O caçula, Eros Segundo, um menino travesso que iria causar muitas confusões amorosas ainda...

E viveram felizes para sempre!


Que história linda, não é? 
Que mensagens ela traz para nós?

Se perdeu a primeira parte, clique aqui.
A segunda, aqui.




6 comentários:

  1. Que legal!Adorei acompanhar cada capítulo! Valeu! bjs tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  2. Oi Cris,
    Esta história é maravilhosa. Me deu vontade de reler meus livros sobre mitologia. Adoro!
    bjs

    ResponderExcluir
  3. Muito bom até sinto que te ouço narrando. Toca nas células e cada vez que ouço numa intensidade diferente.

    ResponderExcluir
  4. Gostei demais ,Cristiane . Você nos presenteando , sempre . Obrigada . Beijos

    ResponderExcluir
  5. Adorei!Encantamentos, romance e muita imaginação!
    Cristiane, no dia da Mulher fiz um Sarau em homenagem as mulheres que vieram antes de mim, principalmente minha Vó, benzedeira, parteira e rezadeira e minha amada Mãe, que me ensinou ver a beleza da simplicidade.
    Só estou te contando porque lembrei de você quando falei "Deus abençoe o sagrado feminino de nosso Ser"
    Gratidão, querida amiga!

    ResponderExcluir